The last message you sent said I looked truly down
That I oughtta come over and talk about it
Well, I wasnt down, I just wasnt smiling at you
As I look at us now it seems that your slapping my back
As If its all alright, but its not, I tried to get up
But you are pushing me down, you were pushing me down
So I will get up on my own, get up on my own.
(…)
Well, I am just a voice in your earpiece
Telling you: “no, its not alright!”
You know you could have it so much better.
(…) and I am cold, yes I´m cold
but not as cold as you are.
Preciso de tão pouco. Coisa besta, simples, provida de quase nenhum esforço. Mas, pensando bem, preciso de tanto e preciso de tudo. Coisa grande, que eu consiga sentir esforço em cada ato, palavra, em cada passo em direção a realização de qualquer coisa que me agrade.
Às vezes eu só preciso de um abraço. Um sorriso também vale. Sentir protegida, abraçada. Sentir que tenho para onde ir, aonde deitar.
Mas às vezes eu teimo em querer mais. O óculos novo tem me fornecido uma infinidade de novos símbolos, gestos, letras. Mas tudo está longe. De perto, eu enxergo absolutamente a mesma coisa. E o problema é essa mesmisse. É ver exatamente o que sempre vi.
O meu maior medo é que a burocracia, a mesmisse e a repetição se instalem. É o receio de tudo só ser memória - da rotina vivida e sustentada pela rotina.
É por isso que preciso de mais e de tudo ao mesmo tempo, na mesma hora, do meu jeito, à meu bel prazer.
Mesmo sabendo que o pouco me basta, me preenche e me faz feliz.
É isso que você não entende e eu não consigo explicar.
Fique com seus bonsais, seus haicais, sua paz
Sua flores, seu jardim de inverno
Se isso é o céu, eu prefiro meu inferno.
Nada Além, Zeca Baleiro
(…) Mas eu sinto, sabe? Sinto muito as coisas. Tudo, todos. Mesmo que eu tente esconder, mesmo que eu tente não me mostrar. Mesmo que eu disfarce. Eu sinto tudo demais. E é por isso que às vezes as coisas doem tanto.
Caio Fernando Abreu
Cheguei com pedras e garrafas para cima de você. Mas aí você sorriu e eu deixei tudo cair. E o barulho foi tão forte que silenciou cada palavra ou pretensão minha de te fazer entender algo. Um sorriso seu basta. E aí veio o abraço, o beijo, o carinho. E aí te senti tão perto, tão presente, mais do meu lado do que eu mesma. Tão próximo.
Quis sorrir de volta, encher o copo e a mesa com nossas conversas, nossas risadas e tudo que só a gente tem, pensa, diz e faz. Juntos.
Mas conversa marcada tem hora. E faz lembrar que os problemas não se resolvem com um sorriso ou se finalizam no ato de algum esquecimento.
E depois do dito, não dito, do choro, da mágoa que teimou em se espalhar por nós, nossos copos e mesas ao redor, as coisas voltaram.
Voltaram para nós. Com ainda mais força e mais amor e intensidade.
Saímos abraçados, como quem mais nada precisa e ao mesmo tempo quer o mundo inteirinho para dar ao outro. É, no final, conseguimos jogar tudo para o alto e nos manter firme. E felizes.
“Se você quiser ser feliz, terá que aprender a ignorar muita coisa.”
Sabe o que eu queria de verdade?
Queria ser menos vulnerável.
Que as coisas me tocassem menos.
Ser menos sentimental.
Menos emotiva.
Menos.
Queria não dar a mínima quando você me diz algo que não quero ouvir.
Ou criar menos expectativas quando você diz exatamente o que quero escutar.
Queria que as coisas não me atingissem com tamanha intensidade e precisão.
Queria ser mais fria, menos ansiosa e preocupada.
Queria saber me preocupar de verdade.
Eu quero uma licença de dormir,
perdão pra descansar horas a fio,
sem ao menos sonhar
a leve palha de um pequeno sonho.
Quero o que antes da vida
foi o profundo sono das espécies,
a graça de um estado.
Semente.
Muito mais que raízes.
Adélia Prado
Resumo dos dois últimos meses.
- Aquela sensação de que tudo passa e você fica.
- Aquela certeza de que, antes de torcer pelos outros, torça por você. Acima de tudo.
- Aquele receio de que mudem o que, verdadeiramente, te faz feliz.
- Aquela resignação de ter que começar 2012 continuando 2011.